c'est fini!
E já coloco o link para o novo: http://ossosepalavras.wordpress.com/
Ainda estou organizando ele, faltam links e outras gadgets.
Esse novo blog tem me deixado mais leve, não tenho o compromisso
de escrever algo útil, mas de somente escrever o que me der na telha, ligo o foda-se e escrevo.
Tanto que retirei os comentários, dessa vez o lema é: lê quem quer.
Sem qualquer tipo de obrigação.
Quem por ventura, dos antigos leitores desse blog, quiser
ser linkado, me manda o e-mail: mcr0ach@gmail.com, ok?
O espaço ficará mas não será atualizado.
Abraços!
Jogado por Estéfano. em 3:18 PM 3 comentários. Links para esta postagem
Como pude ser feliz.
Há algum tempo, aproximadamente 6 anos atrás, conheci alguém. Uma pessoa diferente, sombria e pessimista, mas dentro de si, carregava tanto amor pela humanidade, que se tornara inflexível e crítico de nossa sorte. Sedento por corrigir erros de pedra.
Eu, então com 13 anos, trazia conflitos aos montes e quis desistir. Parecia-me tudo sem sentido. Tentava entender à luz da razão, por que as pessoas eram deste ou daquele jeito, e por que o preconceito que gerava conflitos resumia-se a mola mestra do mundo.
Conheci pouco de psicologia, entreguei-me a livros panfletários, auto-ajuda’s patéticos, os “How-to-do” versões americanas da auto-ajuda daqui, que, confesso, conseguiam me tirar do estado letárgico que por vezes dominava meus dias. Vejam, os livros, pra mim, não significam exercícios de raciocínio ou memória. Confesso lembrar poucas frases de livros, de prefácios, epílogos, etc. Não exercitei minha dialética, nem o compasso do pensamento lógico ao ler. Pouco importava como ainda pouco importa. Meu compromisso com os livros é de senti-los, deixar seus fluídos e signos atravessarem minha mente, corpo e respiração. Esquecer um pouco de mim, e mergulhar... Densamente, com paixão e dor, a alma a tremer. Pois naquelas linhas estão impressas a sangue, história, nome e sentimentos de outra pessoa, que talvez esteja mais solitário que eu.
Certa vez, escrevi no final do texto Escrita: “a verdadeira liberdade mora no alvorecer”, estritamente no sentido de que após a noite, os ventos, o sofrimento e agonia de quem vive. Após o frio e a solidão contidos na lua e nas estrelas perdidas no Universo, viria o Sol entrando pelas janelas. Embaixo, nas frestas da porta, atravessando o corredor e iluminando a cama. A me chamar para viver e morrer. O Sol a me queimar a pele, lembrando o que sou. O Sol se doando e amando a bilhões de anos. Graças a seu calor a vida nasce e tem a possibilidade de renascer. Mas como somos contra a vida, adoramos a lua, o hermetismo, conhecimentos obscuros. Sempre preferi queimar ao Sol do meio-dia. E quando pensava nestas idéias, e tantas outras durante a noite, vinha a luz e o ocaso da escuridão, o calor pela manhã e eu dizia “não é justo querer morrer”.
Então, conheci aquela pessoa, o amigo do início do texto. Lembro-me do primeiro capítulo de seu livro, chamado “Da morte”. O parco conhecimento que possuía sobre filosofia, resumia-se na leitura forçada de a “República”. Experiência resumida a uma palavra: traumática. Nunca havia conhecido alguém tão chato e racional, mas ao mesmo tempo, alegre e idealista. Logo o identifiquei como homem de fé. Baseado na lógica dialética cansativa poderia estar certo? Sim e não. Tinha pretensão ontológica, acreditando porém na perfeição dos homens e instituições, o que mostra-se, impossível.
Mas meu amigo - se é que posso chamá-lo assim – amargo, mostrou os erros das minhas frustrações, o quão infundadas elas eram. Aproximou-me da terra. Pude ver com maior clareza, a Vontade de Potência. A luta pela sobrevivência no meio atual, adquirindo valores universais, escancaradas àquela meia-luz. Tristemente percebi o jogo. Acabaram-se as emoções; o cordão fora cortado. O inconformismo sem fundamento transmutou-se no pleno olhar sobre “as relações humanas”. Uma visão de valor acima de qualquer conjectura iluminou minha mente. Entendi por que este amigo fora infeliz, e solitário entre as pessoas. Racionalizando o mundo a tal modelo aplicado a todos os entes e seres, não é possível ser feliz. É antes de qualquer coisa, passível de aceitar a infelicidade como condição.
Para não sucumbir, entreguei-me a poesia. O meu movimento é poético, cadenciado, só se pode realmente discutir ou aprender a chorar, na poesia. Agindo assim, me conformei? Não. Tenho sensibilidade para odiar e amar este mundo. E para crer que o melhor mesmo é “ser bom e ser feliz”. Mas quando não dá para agüentar, não vejo a bebida, as drogas, as crenças e qualquer atitude destrutiva como o meio para fugir desta porcaria. Sento, pego o copo d’água, caneta azul, folha A4 branca e lisa. Escrevo histórias que nem eu entendo completamente, já escrevi poesias, mas perdi a hora. Deixa correr o sangue para as folhas, e que estas, fiquem cheias de mim.
Obrigado Arthur Schopenhauer por me ensinar como ser feliz.
Jogado por Estéfano. em 12:03 PM 9 comentários. Links para esta postagem

Sentiu alegria, imenso sorriso a marcar o rosto, estava na hora. O homem batia-lhe na cara.
Abriu os olhos, estava acordado a mais de meia hora, o corpo leve, respiração suave. Há tanto tempo não escrevia nada, mas finalmente pela manhã tivera uma boa idéia. Precisava de café forte. Caneta azul e muitas folhas.
Jogado por Estéfano. em 3:09 PM 3 comentários. Links para esta postagem
O tempo, apenas corre, passa intocável.torna o mundo uma máquina, movida a segundos, horas e semanas. O incessante toque do relógio pra levar o caminho embora.
O tempo, transforma distâncias em direções, chaves em segredos, sua compreensão abrange os entes em-sí, e só sua passagem, o instante-passado é produto para nossa percepção.
O tempo, antes de dominar, medir e limitar, deixa-se livre, encoberto de vontades, onde a principal delas, resume-se ao inócuo desejo de atemporalidade, parada e abismo.
Que mal há nos ventos? Que mal pode existir no raciocínio binário? O mundo espaço-tempo sobrepuja a todas as coisas, nem a si mesmo escapa a mordacidade de sua força. Somos imensas vertigens. Somos tudo que não queremos ser e apesar da eterna lógica, manifestações do Saber: Não transcendemos; estamos preso ao físico e aparência. Cada salto – aparente -, está preso a irracionalidade do infinito. Quando o coração parar seus batimentos; terei compreendido. Sideratio.
Jogado por Estéfano. em 1:31 PM 6 comentários. Links para esta postagem
Era um quase.. um onde.. o fim do início, o ponto de nada, o ponto de sempre, uma imagem indecente, o quase fluir do substantivo. Desencantei e cai quase-vivo pela experiência do vazio. Se sobrasse tempo, se o éter não fosse ar, se quebrasse o gelo e o mar entre tanta solidão e espaço, seria... tudo... um mero lugar ermo no deserto. Se desprendêssemos o infinito, completasse o acaso, as orbes celestes flechariam o meu corpo entre nossos monstros de massa. Sob a luz não enxergamos o caminho, na escuridão caminhamos sem olhar. à meia-luz, à meia-sombra, no teu claro e no meu escuro; nos pomos a sonhar.
ps: feito durante a oficina "imargens" do prof. moreira. ou seja, totalmente influenciado pela semana de Letras.
ps²: estou condenado a simplicidade.
Jogado por Estéfano. em 12:30 PM 4 comentários. Links para esta postagem
Sorte.
“A sorte o acompanhava”, todos diziam. Sortudo desde pequeno. Nos jogos na infância, sempre ganhava. No futebol, era o perna-de-pau, mas trazia consigo a sorte para o time. Nos jogos de azar, tornara-se o favorito; nos jogos em dupla então? Era disputado! Todos o queriam. Queriam a sorte ao seu lado. O modo mais fácil de ganhar, como sempre! No entanto, tinha de haver um porém, sua sorte para o amor, era terrível. Metia-se nos relacionamentos mais errados, brigava, magoava-se, machucava-se. Chegou a dizer certa vez, que o ditado popular “Sorte no jogo, azar no amor”, seria uma praga. E das piores!
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Partiu-se ao meio.Caído no chão, rapidamente o nó ficou frouxo e o sangue pôde circular novamente. “Que desgraça!!”, pensou. Fora contar aos amigos o ocorrido. Depois do susto inicial que todos tiveram, a palavra Sorte veio novamente à tona. Como a responsável por sua vida ainda estar intacta.
Entretanto, tinha de haver um porém, a partir daquele dia, aquele homem, havia descoberto que o seu azar, era viver.
Jogado por Estéfano. em 3:04 PM 6 comentários. Links para esta postagem





